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❝ Eles dizem que a dor é passageira. É! Mas a pura verdade é que, por mais que o tempo pareça pouco, por mais que passe minutos, ou até segundos, ele é demais para quem sofre. E mesmo que o hoje e o amanhã padeçam, a dor existe e existirá. Permeando cada segundo do relógio enquanto ele estiver funcionando. O tempo vai passando e não importa o quanto o relógio tiquetaquear, essas horas iram te torturar. Se amanhã tudo isso passara? Não sei, apenas te peço que sobreviva. E se você aguentar, sera um homem de sorte, por que mesmo que pareça dor de morte, amanhã o sol nasce, mostrando que a dor não passa de um empasse, podendo vim, mas sempre indo embora. E com o passar do tempo, estará mais forte do que antes. Ela te abate como um descarte, e quando você cai, a dor embora vai. Vai com a esperança de que se levante, pois a dor não veio para te matar; Como tudo na vida, veio te ensinar. Ela te mostra que mesmo sozinho você é capaz de se manter de pé. O que te falta, não é amor, ou é coragem. É esperança!

 Melodias de alma; Consolo, parte única.   Romemecrise e Ressonei   (via reaj-ustar)
❝ Eu não sou feito essa gente
Que ama e de repente
Tchau, e se acabou

Vinicius de Moraes.    (via reaj-ustar)
❝ Eu odiava a palavra adeus. Até conhecer pessoas que foram embora sem ao menos dar tchau. E se você acha que doi ouvi-lo, não ouvi-lo doi bem mais.

Juliana Ribeiro.   (via reaj-ustar)
❝ Ah, meu amor. Eu estou em uma fase ruim. Não me sinto importante e não estou fazendo questão de permanecer aqui. Sinto falta do meu passado que na época parecia ruim, mas que hoje parece bem bonito. Eu perdi muita coisa que não tenho como recuperar, e estou congelada por dentro. Eu não sinto mais nada e o mundo não passa de um grande “tanto faz”. Eu só sinto falta da minha família que está longe, mas de resto a companhia de qualquer outra pessoa por muito tempo me tira do sério. Eu já estive assim antes, não é um bom lugar para se estar, mas eu nunca antes gostei tanto de estar assim. E isso é o que me preocupa: estou pegando gosto pela solidão. E não quero sair daqui.

Casebre.  (via reaj-ustar)
❝ Eu tenho medo. E só. Tenho medo de acabar virando um objeto frio e úmido no canto da sala. Minha respiração qualquer dia desses acaba virando uma surpresa. Desagradável surpresa empatando a mobília. A verdade é que aqui, vendo minha existência de cima como sempre vi, a vista é linda. Sou uma infiltração na minha própria vida, carente de remendos. Sou uma máquina de falar sobre saudade e amor. Nasci e me criei com choro preparado e previamente ensaiado, esperei nove meses dentro de uma solidão manchada com sangue, e gritei pro mundo inteiro me ouvir. Gritei tanto que todos os corredores da morte se calaram e todos os porcos morreram sem lágrimas. Era luto. Pena. Tive medo, tenho medo, sempre terei medo. Medo por ver pessoas estranhas e me reconhecer em cada rosto e em cada desprezo latente. Sou uma máquina sem óleo, amor e saudade são vícios, e vício leva o ser humano ao êxtase e a decadência. Sentimento alcoólatra que se embrigada de perfume para fazer a cirrose ser poesia. Banalização do atestado de óbito. Coisa mais ridícula é ter medo de si e dos próprios medos. E tenho. Sou condicionado a viver num coronelismo sentimental. Meu peito é oligarquia. Ah, se tivesse em mim todos os amores que inventei e todos os sofrimentos que senti. Se tivesse em mim pelo menos metade da angústia e dessa solidão que me esmaga o peito todas as noites, mas não, não tenho. Se tivesse, se eu pelo menos tivesse uma parte ou terça parte daquilo que vivi ainda habitando dentro dessa carne elástica, impediria o próximo adeus que vai me escrever. Eu imploraria, sim. Eu imploraria pra que alguém, qualquer pessoa, não fosse embora. Eu me jogaria na frente de um pedestre e choraria até ser preso, ou até ele criar raízes. Eu pediria mais desculpas, menos revolta, eu viraria vegetariano, eu seria feliz. Acontece, eu sei, que se esse amor existisse, que se essa saudade que eu digo sentir se fizesse presente e palpável, se eu fosse máquina não alienada, eu nasceria ontem e morreria amanhã. Não daria tempo. Não daria tempo nem sequer de explodir. Minhas vísceras e minha alma são recheadas de hipóteses, e é por isso que tenho medo. Tenho medo de ser o que não sei. Acordo amanhã sem saber o que fui hoje. Porque sou máquina e meu amor se move por terceiros, por quartos, por quintos, até descobrir que os números são infinitos, e morrer de exaustão. O que me falta é domesticar esse emaranhado de barba, DNA e aspas que encontro atrás do espelho. Prefiro me reconhecer no rosto dos outros, porque sou estranho a mim mesmo. Sou alheio. Avulso. Sou máquina e meu choro funciona como tinta e papel. Mas tinta acaba. E minha tristeza fica pela metade. É por isso que falo sobre o que não vivi. O que vivo eu não sei. Nunca consegui completar todas as linhas. Porque tenho medo. Não tenho paciência e não tenho pulso, porque parte de mim é só humano e ser humano significa ter medo de acabar virando só máquina. Alguém se foi, alguém se vai. Todos os dias. Eu só não sei quem. E a saudade é o que me faz viver e tentar descobrir qual parte de mim está doendo.

Cinzentos. (via reaj-ustar)
❝ Ás vezes você levanta da cama de manhã e pensa: eu não vou conseguir; mas você ri por dentro lembrando de todas as vezes que se sentiu assim.

Bukowski.  (via reaj-ustar)